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RELATÓRIO DA VIAGEM DE INHOTIM

YAYOI KUSAMA

Yayoi Kusama nasceu em Matsumoto, Nagano, Japão no dia 22 de março de 1929.Yayoi Kusama sofreu seus primeiros surtos de transtorno compulsivo ainda na infancia. Pontos, bolas e formas fálicas povoavam a sua mente. Com 11 anos a menina encontrou a cura em sua própria criatividade. Yayoi pintava pontos e círculos em todos os tipos de lugar, como uma espécie de fuga do mundo real, sua mãe chegava a destruir seus desenhos, mas foram eles que a fizeram escapar do suicídio. A transformação de sua mania em arte deu-se quando ela, aos 27 anos (início dos anos cinquenta) mudou-se para Nova York, para inspirar-se com os artistas ocidentais e voltou para o Japão em 1973.

Aproveitando-se de sua maturidade artística, Kusama passou a desenhar outras formas, como espirais, mas sempre de maneira excessiva e agrupada. Seu trabalho compartilha alguns atributos de feminismo, minimalismo, surrealismo, pop art e expressionismo abstrato. Ela se descreve como uma artista obsessiva. Seu trabalho é infundido com conteúdo autobiográfico, psicológico e sexual, e inclui pinturas, colagens, esculturas, performances e instalações na natureza, com luzes e bolas tridimensionais, seu estilo não passa despercebido: é um verdadeiro banquete para o olhar. Kusama é também uma romancista e poeta, e desenvolveu um trabalho notável na concepção de cinema e moda.

Mesmo com toda sua fama e bens materiais, ela fez uma escolha inusitada: em 1977 optou por morar em uma instituição psiquiátrica na capital do Japão, onde trata diariamente uma doença que enfrenta desde sua infância, o TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), que também é a principal inspiração de suas obras. Hoje, aos 86, ainda vê as mesmas formas. Os padrões circulares se tornaram sua marca registrada, todos os dias ela vai ao seu estúdio, perto do hospital, para trabalhar em novas ideias e comprova que permanece cheia de inspiração.

A OBRA, JARDIM DE NARCISO

Narcissus Garden - Inhotim (2009) é uma nova versão da escultura-chave de Yayoi Kusama, originalmente apresentada em 1966 para uma participação extraoficial da artista na Bienal de Veneza.

Narcissus Garden ou Jardim de Narciso é inspirada na mitologia grega de Narciso, um belo rapaz condenado pelos deuses por rejeitar seus correspondentes masculinos, a se apaixonar pelo primeiro rapaz que avistasse, sendo este ele mesmo avistado no espelho das águas do lago Eco, afogando-se ao aproximar-se e apaixonar-se por sua imagem refletida.

Na bienal, Kusama instalou, clandestinamente 1500 bolas espelhadas que eram vendidas aos visitantes. A placa colocada entre as esferas – “Narcisismo à venda” – revela de forma irónica a sua mensagem crítica ao sistema da arte.

Na versão Jardim de Narciso que se encontra em Inhotim, 500 bolas ocas pesando 20g feitas de aço inoxidável que foram colocadas sobre o espelho d'água que cobre o Centro Educativo Burle Max, onde cada uma representa um ego evocando o mito de Narciso. Estas bolas de aço exercem o papel de espelhos convexos, que refletem tudo ao seu redor de forma distorcida.

A obra não tem caráter estático, e muda criando formas que diluem ou condensam de acordo com o vento e outros fatores externo. Se você a vir mil vezes, nas mil vezes ela estará diferente. Se você se enxergar refletido em uma bola, você não será o mesmo neste reflexo. Evocando o mito de Narciso, que se encanta pela própria imagem projetada na superfície da água, a obra constrói um enorme espelho, composto por centenas de espelhos que distorcem, fragmentam e, sobretudo, multiplicam a imagem daqueles que a contemplam. E assim Yayoi faz uma exposição provocativa questionando as pessoas e seus egos, a sociedade de suas percepções.

 

PRINCIPAIS OBRAS DE YAYOI KUSAMA

INFINITY OBSSESSION- OBSSESSÃO INFINITA

É uma das exposições mais conhecidas da artista, foi vista por mais de 2 milhões de pessoas (a mais vista do mundo – dados de 2014), sendo 1,7 milhões de brasileiros. Essa obra fez com que Yayoi Kusama fosse reconhecida como a maior artista plástica mulher no ano de 2014. Aqui no Brasil esteve no instituto Tomie Ohtake e no Centro Cultural Banco do Brasil e recebia diariamente cerca de 7 a 9 mil visitas. Essa exposição é uma série de mostras inéditas feita em toda América Latina. As obras são cercadas de pontos coloridos, que aliás é uma marca da artista, e aparecem no espaço em estampa de roupas, telas ou diretamente no corpo cercado por espelhos por toda a parte, fazendo com que se tenha a sensação de infinito, o que inspira o nome da obra. Isso faz com que a obra tenha um caráter pop e lúdico. O modo como os pontos estão posicionados, as cores, tudo isso interfere no modo como a artista vê o mundo da arte. Esses pequenos e grandes círculos de Yayoi já inspiraram grandes nomes da moda como Louis Vuitton.

Yellow Pupkim – Abóbora Amarela

A "Abóbora Amarela" (1992), de Yayoi Kusama, é uma das obras de arte mais famosas da ilha de Naoshima, no Japão. A ilha japonesa foi transformada em um berço da arte moderna e contemporânea, graças a uma parceria entre o fundador da Corporação Benesse e a prefeitura da ilha há 30 anos, com o objetivo de dedicar o local à arte e educação e convidar seus visitantes a rever o significado de "viver bem".

 

Ascensão de bolinhas nas árvores

Essa obra foi feita por yayoi em 2006. Ela consiste em instalar a assinatura de Yayoi Yusama em árvores: as bolinhas. Essas árvores ficam em uma importante via em Singapura e são cobertas de tecido e algumas esferas penduradas. Todos em tom vermelho com bolinhas brancas .

 

OUTRAS OBRAS DE YAYOI KUSAMA

No. IZ – 1960;

Infinity Nets Yellow – 1960;

Waves on the Hudson River - 1988 - Arte abstrata;  

Infinity Net - 1998 – Minimalismo - Arte abstrata;

Ascension of Polka Dots -2006 - Arte conceptual;

 

TRABALHO FEITO EM DUPLA PELAS ALUNAS:

Millena Kéren;

Alice de Fátima.

MINHA PERCEPÇÃ APÓS VIVENCIAR A OBRA

Na minha opnião aquela obra é mágica. Aquelas esferas de algum modo parecem que nos fazem ver de uma forma diferente. Quando eu li sobre a obra, e sobre o mito que ela carrega de um rapaz que tem um feitiço que faz com que ele se apaixone por sua propria imagem vista em um reflexo de um lago, eu imaginei uma coisa normal, sem graça. Mais assim que me vi no reflexo daquelas esferas eu consegui me ver de uma forma diferente. E eu estava apaixonada, não pela a minha imagem, mais como o modo que a minha imagem estava refletida naquela esfera. É uma percepção totalmente diferente que eu tive sobre mim mesma. Eu me vi melhor, me senti melhor. E assim que a Professora Amanda perguntou pra mim e pra minha amiga qual seria a palavra que descreveria essa imagem, eu pensei em PECEPÃO. A minha percepção sobre mim mesma mudou! Outra palavra que cairia bem com essa obra é ENCANTO. Não tem como você não se encantar com a beleza que aquela obra nos proporciona.

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